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Ana na Índia

By Janeiro 3, 2018Happy Global People

“Apesar de já contar mais de uma dúzia de viagens pela Europa, de já conhecer parte do oriente enquanto turista, esta foi de todas a minha viagem mais desafiante. Quer por se tratar de um país com tradições tão diferentes, quer pela missão que iria desempenhar, vários limites pessoais foram postos à prova. Poder contar com a VidaEdu foi essencial nesta tomada de decisão.”

O que a levou a ter uma experiência no estrangeiro?
A vontade de conhecer novas formas de trabalhar, novos locais e culturas diferentes.

Porquê a Índia?
Por ser um país com tradições orientais, pela diversidade cultural e por representar a origem do budismo.

O que encontrou de maiores diferenças entre as duas culturas?
Para mim a maior diferença reside na forma como cada cidadão orienta a sua vida. O que se propõe alcançar e a forma como estes são condicionados pela sociedade onde vivem.

Qual era, resumidamente, o seu dia-a-dia na Índia?
Os períodos de refeição na Índia são idênticos aos nossos, o que ajuda bastante no planeamento do dia. No período da manhã visitávamos as escolas e projetos locais da ONG, durante a tarde realizávamos tarefas de suporte como sejam: criação de registo de participantes em cada escola, elaboração de descrição dos projetos, criação de questionários de satisfação de participantes, entre outros. Os serões eram livres para todos os participantes, pelo que alternávamos entre idas ao centro comercial, convívio na sala de estar, jantar fora ou conhecer locais de interesse da cidade.

Conseguiu viajar?
Sim, a equipa local sempre mostrou abertura para realizámos viagens, disponibilizando-se inclusive para as organizar. Além das viagens, participámos em festivais, concertos e espetáculos organizados por diferentes entidades indianas.

Qual o dia que mais a marcou? Qual a maior dificuldade?
O dia mais marcante foi o primeiro, ao ver-me num cenário completamente diferente do que estava acostumada e com o desconforto de um fuso horário que mal me deixava raciocinar. A temperatura, os odores intensos, a forma de agir dos locais, a receção no alojamento… nesse dia foi difícil assimilar toda a informação a que fui exposta. Contudo, todo o carinho com que sempre fui tratada fez com que dia após dia me sentisse cada vez mais em casa.

Quais os planos para o futuro (será em Portugal)?
É minha intenção continuar a viver em Portugal, mas pretendo incluir mais experiências como esta, para que me possa superar tanto a nível pessoal como profissional.

Sente que mudou enquanto pessoa com esta aprendizagem?
Sem dúvida. Quando passamos a considerar um rolo de papel higiénico como artigo de luxo é porque as referências pessoais mudaram bastante. Aprendi a desconstruir verdades absolutas e a pensar por outras perspetivas. Essa foi, sem dúvida, uma das maiores riquezas que trouxe.

Aprendeu indiano? ?
O facto de o alfabeto ser distinto do nosso e de toda a população falar inglês não fomentou a necessidade de aprender hindi, embora houvesse uma enorme boa vontade da população em ensinar-nos. Da experiência apenas retive “como está?” e o seu cumprimento “Namaste”.

Como foi viajar para a Índia sozinha?
Apesar de já contar mais de uma dúzia de viagens pela Europa, de já conhecer parte do oriente enquanto turista, esta foi de todas a minha viagem mais desafiante. Quer por se tratar de um país com tradições tão diferentes, quer pela missão que iria desempenhar, vários limites pessoais foram postos à prova. Poder contar com a VidaEdu foi essencial nesta tomada de decisão.

Como surgiu a ideia do blogue https://inlotusblog.wordpress.com/ ?
O blogue surgiu para que pudesse tranquilizar os familiares mais preocupados e partilhar a aventura com amigos, tudo num só local.

Por fim, peço só que resuma esta experiência em 2/3 palavras.
Uma experiência transcendente e de valor incalculável.

Ana Henriques
Voluntariado Internacional na Índia

VOLUNTARIADO NA ÍNDIA

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